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Palestra PRONABENS

Palestra PRONABENS

Data: 07/08/2009

Horário: 10h

Local: Auditorio da FATECI

 

PRONABENS - Programa Nacional de Integração Estado-Empresa na Área de Bens Sensíveis 

 

 

O potencial de devastação das armas de destruição em massa (ADM) nucleares, químicas e biológicas, bem como de seus vetores, mísseis e veículos aéreos não-tripulados, representam grave ameaça à paz e à segurança internacionais.

Os bens e as tecnologias utilizados para a produção de ADMs são considerados sensíveis e, portanto, rigidamente controlados por regimes e convenções internacionais de desarmamento e não-proliferação. É crescente a utilização desses insumos em aplicações no mercado civil, o que caracteriza o chamado "uso dual" (civil/militar).

O comércio internacional associado ao uso desses bens e tecnologias exige atenção redobrada, para evitar que transferências (importação/exportação) legítimas sejam desviadas para propósitos de proliferação de ADMs, por parte de países, organizações ou agentes não-estatais.


O Brasil e os regimes internacionais de controle

 


O Brasil é signatário dos principais regimes e convenções internacionais estabelecidos pelos países comprometidos com o desarmamento e a não-proliferação, entre os quais o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), a Convenção para Proibição de Armas Químicas (CPAQ), a Convenção para Proibição de Armas Biológicas e Bacteriológicas (CPAB), o Grupo dos Supridores Nucleares (NSG) e o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR). O País conta com legislação de controle das exportações de bens e tecnologias sensíveis e de serviços vinculados a tais bens, bem como de bens de uso dual, cuja implementação compete à Comissão Interministerial de Controle de Bens Sensíveis (Cibes) e à Comissão Interministerial para Aplicação dos Dispositivos da Convenção para a Proibição das Armas Químicas (Ciad-CPAQ).

A comercialização de bens sensíveis requer o atendimento de uma série de exigências, por parte das empresas brasileiras, com a finalidade de obter a anuência do governo federal, por meio da Cibes. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) atua na Cibes na qualidade de órgão assessor da Secretaria Executiva, exercida pela Coordenação-Geral de Bens Sensíveis do Ministério da Ciência e Tecnologia (CGBE/MCT).

 

Pronabens e a participação da Inteligência de Estado


O papel da Inteligência de Estado brasileira reveste-se de responsabilidade, principalmente, na prevenção e na vigilância de transferências ilícitas. O Programa Nacional de Integração Estado-Empresa na Área de Bens Sensíveis (Pronabens) foi criado com o objetivo de orientar o empresariado sobre os controles governamentais para a transferência de bens sensíveis e de serviços diretamente vinculados.

Com o Pronabens, a Inteligência de Estado brasileira, adaptada à realidade contemporânea, atua de maneira efetiva e moderna, no sentido de contribuir para que o Brasil avance em áreas de especial interesse estratégico para os setores estatais e privados. Utiliza-se como via a construção de parcerias alicerçadas em princípios objetivos, transparentes e profissionais, com resultados concretos para os dois segmentos.

Como conseqüência da implementação do Pronabens, o Brasil tornou-se um dos primeiros países a cumprir o dispositivo "8d" da Resolução nº 1540/2004 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que exorta os países a criarem mecanismos de orientação à indústria e ao público sobre as restrições ao comércio de bens sensíveis. No âmbito do Programa, o MCT e a Abin atuam junto às empresas estabelecidas no Brasil, favorecendo a geração de emprego e renda, resguardando os interesses estratégicos do País e facilitando a atuação comercial em um mercado restrito e de elevada sensibilidade, competitividade e lucratividade.

 

FATECI - Faculdade de Tecnologia Intensiva
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